Alguns cursos de graduação da UEL ainda sofrem com
o preconceito e acabam vítimas de estereótipos. Um deles é Artes Cênicas. Nós conhecemos a Giovanna Montagnini, 19
anos, que está no 2º ano do curso. “Quando eu fui escolher, eu fiquei muito em
dúvida entre Ciências Sociais ou Artes Cênicas. Mas algumas pessoas começaram a
me falar que Cênicas tinha super a ver comigo, pelo meu jeito.” O jeito então
foi investigar. Giovana pesquisou as disciplinas e frequentou peças de teatro.
A curiosidade foi aumentando e as dúvidas ficaram para trás. “Isso de
transmitir coisas pelo seu corpo me deixou fascinada. Eu descobri que o nosso
corpo comunica e pode abrir a mente das outras pessoas”.
O curso de Artes Cênicas na UEL atua há mais de 15 anos formando alunos
excelentes e capacitados para trabalhar fazendo o que ama. Possibilita aos
alunos realizar uma análise dentro deles mesmos, com eles mesmos. Assim acabam
se descobrindo interiormente e exteriormente, além de explorarem a capacidade
de se expressar corporalmente, quebrando tabus e preconceitos que a própria
sociedade impõe. Muitas vezes, por questão de desinteresse ou desinformação,
pessoas de todos os lugares realizam um pré julgamento sobre suas escolhas e
seus comportamentos.
A londrinense Maíra Cortez, 19 anos, confessa que estava perdida quando
escolheu o curso. Em menos de 2 anos sua visão sobre a profissão mudou muito. E
o preconceito foi eliminado. “O curso me mostrou um caminho que me agrada, um
caminho diferente, um caminho que eu quero seguir. Não foi nada do que eu
esperava, foi muito melhor do que eu esperava”. Maíra quebrou tabus que partiam
dela mesma sobre o que é ser uma mulher,como uma mulher se veste, como uma
mulher se comporta. Com o curso ela conseguiu se encontrar e entender que o seu
corpo pedia mais que ficar em cima de um salto e viver de maquiagem.
Segundo as alunas, nós vivemos em uma ditadura do normal, e tudo que soa
diferente acaba encarado como maluquice. Por conta da relação que os estudantes
têm com o corpo e o trabalho com a comunicação corporal, eles acabam se
comportando de maneira diferente e isso gera estranhamento. “Quando entramos no
curso as pessoas falam que a gente vai ficar pelado em cima da árvore”, contou
Giovana. Isso é uma visão equivocada. Como em todos os outros cursos, os alunos
de Artes Cênicas têm trabalhos e leituras pra fazer.As aulas começam às 7:30 e
acabam 12:45, e muitas vezes os alunos ainda ficam na UEL o dia todo ensaiando.
São esses detalhes que as pessoas não reparam. Talvez seja por isso que haja
tanta banalização. “Nós também temos cansaços, lemos, fazemos trabalhos,
monografias. Só que mexemos com uma coisa diferente, que é o corpo e a
sensibilidade.”
Se você quiser saber mais sobre o curso de Artes Cênicas, ou qualquer dos
cursos oferecidos pela UEL, visita o site da Universidade, ou venha até ela
conhecer seus alunos e suas experiências.
“Nosso curso não é melhor que nenhum outro curso, mas nenhum outro curso
é melhor do que o nosso”,garante Giovanna.
Abaixo segue um vídeo realizado pelas mesmas alunas sobre esse curso maravilhoso que temos na Universidade Estadual de Londrina. Confira ai!










