quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Artes Cênicas: Um Curso Anormal E Surpreendente

Alguns cursos de graduação da UEL ainda sofrem com o preconceito e acabam vítimas de estereótipos. Um deles é Artes Cênicas.  Nós conhecemos a Giovanna Montagnini, 19 anos, que está no 2º ano do curso. “Quando eu fui escolher, eu fiquei muito em dúvida entre Ciências Sociais ou Artes Cênicas. Mas algumas pessoas começaram a me falar que Cênicas tinha super a ver comigo, pelo meu jeito.” O jeito então foi investigar. Giovana pesquisou as disciplinas e frequentou peças de teatro. A curiosidade foi aumentando e as dúvidas ficaram para trás. “Isso de transmitir coisas pelo seu corpo me deixou fascinada. Eu descobri que o nosso corpo comunica e pode abrir a mente das outras pessoas”.

O curso de Artes Cênicas na UEL atua há mais de 15 anos formando alunos excelentes e capacitados para trabalhar fazendo o que ama. Possibilita aos alunos realizar uma análise dentro deles mesmos, com eles mesmos. Assim acabam se descobrindo interiormente e exteriormente, além de explorarem a capacidade de se expressar corporalmente, quebrando tabus e preconceitos que a própria sociedade impõe. Muitas vezes, por questão de desinteresse ou desinformação, pessoas de todos os lugares realizam um pré julgamento sobre suas escolhas e seus comportamentos.

A londrinense Maíra Cortez, 19 anos, confessa que estava perdida quando escolheu o curso. Em menos de 2 anos sua visão sobre a profissão mudou muito. E o preconceito foi eliminado. “O curso me mostrou um caminho que me agrada, um caminho diferente, um caminho que eu quero seguir. Não foi nada do que eu esperava, foi muito melhor do que eu esperava”. Maíra quebrou tabus que partiam dela mesma sobre o que é ser uma mulher,como uma mulher se veste, como uma mulher se comporta. Com o curso ela conseguiu se encontrar e entender que o seu corpo pedia mais que ficar em cima de um salto e viver de maquiagem.

Segundo as alunas, nós vivemos em uma ditadura do normal, e tudo que soa diferente acaba encarado como maluquice. Por conta da relação que os estudantes têm com o corpo e o trabalho com a comunicação corporal, eles acabam se comportando de maneira diferente e isso gera estranhamento. “Quando entramos no curso as pessoas falam que a gente vai ficar pelado em cima da árvore”, contou Giovana. Isso é uma visão equivocada. Como em todos os outros cursos, os alunos de Artes Cênicas têm trabalhos e leituras pra fazer.As aulas começam às 7:30 e acabam 12:45, e muitas vezes os alunos ainda ficam na UEL o dia todo ensaiando.

São esses detalhes que as pessoas não reparam. Talvez seja por isso que haja tanta banalização. “Nós também temos cansaços, lemos, fazemos trabalhos, monografias. Só que mexemos com uma coisa diferente, que é o corpo e a sensibilidade.”

Se você quiser saber mais sobre o curso de Artes Cênicas, ou qualquer dos cursos oferecidos pela UEL, visita o site da Universidade, ou venha até ela conhecer seus alunos e suas experiências.

“Nosso curso não é melhor que nenhum outro curso, mas nenhum outro curso é melhor do que o nosso”,garante Giovanna.

Abaixo segue um vídeo realizado pelas mesmas alunas sobre esse curso maravilhoso que temos na Universidade Estadual de Londrina. Confira ai! 


 AUTORIA
Ana Brolio
Helena de Paula










quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Que Massa! Food Truck - Boa Comida, Preço Justo E Ambiente Agradável

Mesmo em momentos de crise, há setores da economia que vão muito bem. Popular em países europeus e nos Estados Unidos, os food trucks vêm, nos últimos anos, ganhando espaço no Brasil. Segundo o Sebrae, 2% da população está envolvida neste negócio, que se tornou a principal fonte de renda de várias pessoas. 

Em Londrina o cenário não é diferente. Há dezenas de opções de food trucks e vários locais ao ar livre onde você pode matar a fome, a sede e, ao mesmo tempo, fazer amizades.
Que massa! Food Truck 
 Quando pensamos em comida de rua, lembramos das feirinhas que servem receitas caseiras tradicionais. Os food trucks estão quebrando esse conceito, trazendo novidades gastronômicas, revisando pratos populares e movimentando o mercado com esse segmento, que é recente no país. 

Agora, existem pessoas que se prepararam para estar à frente desse tipo de negócio. É o caso de Guilherme Martins Scaff, com 21 anos, formado em Gastronomia pela Unifil, que comanda o food truck “Que massa!”, em Londrina.

Guilherme, que já foi vendedor em uma loja de ferramentas, se interessou por Gastronomia por ter a oportunidade de promover lazer e cuidar da saúde através da comida. Para seguir essa profissão, abandonou o curso de Direito, por achar que esta é uma área muito saturada e percebeu que o ramo dos food trucks era uma boa oportunidade, com investimento relativamente baixo, que não dependeria de aluguel e que estava crescendo em Londrina. 

No “Que massa!” você encontra massas frescas produzidas artesanalmente com farinha 0000 importada da Argentina e molhos preparados durante horas, que são combinados ao gosto do freguês e com uma característica muito importante: preço justo.

Durante seu horário de almoço, Guilherme contou que escolheu abrir um food truck de massas porque os mais conhecidos eram de hambúrguer. Era preciso fazer algo novo. “Com a crise econômica as pessoas continuam buscando boa comida como forma de lazer, e os food trucks são uma alternativa”. E o projeto não para por aqui. O objetivo é abrir outro food truck daqui a alguns meses, com o desejo de concretizar essa tendência. “É preciso pesquisar, correr atrás, avaliar os riscos e fazer o que gosta”.

Há quem pense que, para ser um chef de cozinha bem sucedido, é necessário estar à frente de um restaurante conceituado que tenha preços altos. Com relação ao preconceito, ele conta que muitos chefs famosos têm seus próprios food trucks. Um ambiente perfeito para divulgação e para estar mais perto do público. “A pessoa só precisa analisar a qualidade e higiene do truck e da comida, porque o mesmo tratamento que ele dá para o seu produto no truck é o que ele tem no pré-preparo da comida”.

Os modelos de veículos e o custo para abrir o negócio variam bastante. Segundo o Sebrae, o investimento pode variar entre 50 e 70 mil reais, chegando até  200 mil reais, dependendo da tecnologia utilizada, adequações de suspensão e freios para tolerar o peso da cozinha e os equipamentos. 


A parceria entre os food trucks está presente em Londrina, e isso é capaz de eliminar o sentimento de concorrência. Os donos formam parcerias para fazer eventos e, assim, há uma amizade entre eles. “Se só um truck está vendendo em um lugar, não atrai tantas pessoas como é quando vários se reúnem e fazem um evento. As pessoas se interessam mais e as vendas são melhores para todos”, garante Guilherme.
Cardápio do Que massa!
O segmento dos food trucks está bem forte e veio para ficar. “Mesmo que outros tipos de negócio surjam, os food trucks vão permanecer, assim como os restaurantes tradicionais não deixaram de existir com o surgimento desse segmento”.

O empreendedorismo jovem está aumentando em diversos setores do mercado, e o food truck é uma ideia para quem possui esse espírito. “O empreendedor é aquele que deixa de sonhar e põe em prática”.

O “Que massa!” está na Vanguard Home às quintas-feiras e no Mercadão da Prochet aos sábados, e aceita convites para eventos privados, aniversários e formaturas. Outros eventos são divulgados na página do Facebook: https://www.facebook.com/quemassafoodtruck/

AUTORIA:
Camila Atamanczuk da Silva

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Casa Da Sopa: Mata A Fome E Alimenta O Espírito

    Filho de italiano e de mineira, seu Dário é um morador de rua incrivelmente inteligente e bem informado. Muito religioso, acredita fortemente em suas crenças e tem um conhecimento surpreendente sobre a bíblia.

    Quando era mais novo conheceu uma mulher muito bonita, mas não se casaram. Porém, juntos tiveram uma filha chamada Jaqueline. Há três anos, por não ter pago pensão à filha, seu Dário foi obrigado a dar para ela a sua casa, que era uma herança de seus pais. Desde então, ele mora na rua. 

    Seu Dário trabalhou como expedidor em vários lugares do Brasil, chegando até a ser supervisor de uma empresa após passar por um processo seletivo. Atualmente ele é aposentado por invalidez devido a um problema na perna esquerda. Recebe um salário mínimo por mês. Apesar de viver na rua, Dário não se sente sozinho. Ele frequenta a Casa da Sopa onde encontra os amigos e convive com diversos tipos de pessoas. Um local que oferece não apenas comida, mas é uma espécie de abrigo, onde os necessitados podem tomar banho, fazer a barba, enfim, se sentirem acolhidos como em um lar.

Casa da Sopa
    Com mais de 21 anos de funcionamento, a Casa da Sopa conta com a ajuda de instituições que fazem caridade durante alguns períodos do ano, através de donativos da comunidade.

    Toda a ação é feita por voluntários. Na segunda-feira um grupo religioso faz a sopa, na quarta-feira um grupo diferente prepara o café da manhã e o jantar e a quinta é responsabilidade de outro grupo.

    Estima-se que cerca de 70 a 100 pessoas visitam o local em busca de alimento na quinta-feira. Mas, todos os dias são movimentados. Assim como Seu Dário, Manuel também procura a Casa da Sopa para matar a fome e alimentar o espírito. 

    Nascido em Minas Gerais, neto de Judeu e alemã, há três anos Manuel mora em barracões da Prefeitura localizados atrás da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Com naturalidade ele conta que caminha por duas horas até chegar à casa da sopa e depois retorna já de madrugada.

Casa da Sopa
    Quando está no centro Manuel recolhe lixo reciclado nas ruas. É notável o seu vasto entendimento a respeito da política e da realidade econômica atual do nosso país. Entre uma conversa e outra, Manuel conta que fugiu de sua terra natal devido às condições precárias em que sua família vivia. Eles eram submetidos ao trabalho escravo. Mas Manuel não se sujeitou. Ele estudou e queria ser um engenheiro.

    Os conhecidos de Manuel o elogiam muito. Dizem que ele é uma pessoa muito dedicada, solidária e que até foi candidato a deputado e fez parte da chapa de um ex-prefeito de Londrina. Infelizmente, segundo eles, o candidato só quis se aproveitar da boa vontade e popularidade de Manuel entre os moradores de rua.

    Depois da janta e das conversas, Manuel tomou o longo rumo de casa. Deixou lembranças e um recado: “minha inteligência vem dos céus”.
Manuel
AUTORIA:
Keila Horiye
Raul Silva

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Novembro Azul: campanha pela queda de preconceitos

“Homem tem que ser forte, não pode chorar e nem reclamar.”


São frases como essa que ajudam a propagar a cultura machista, ainda muito viva em nossa sociedade. A disseminação de valores assim traz severas consequências não só para as mulheres, mas também para os homens, que se veem obrigados a agir seguindo determinadas condutas.

Uma das implicações mais graves é a falta de cuidado que muitos homens têm com sua saúde, e a negligência quanto a um dos problemas mais graves que a parcela masculina da população pode enfrentar: o câncer de próstata.

Visando a derrubar preconceitos e a incentivar a prevenção dessa doença foi que surgiu, em 2003, na Austrália, a Fundação Movember. Seu nome vem da junção das palavras moustache e november (respectivamente, bigode e novembro), e foi a partir dela que o mês de novembro passou a ser conhecido como o mês de combate ao câncer de próstata. Campanhas publicitárias são lançadas todos os anos e outros tipos de ações são promovidas pela fundação; contudo, os principais responsáveis por chamar a atenção das pessoas são os homens comuns, que deixam seu bigode crescer durante todo o mês. A campanha Movember, hoje, espalhou-se pelo mundo, estando presente em países como Canadá (cujos habitantes são aqueles que mais contribuem financeiramente com a fundação), França, Estados Unidos e até mesmo na República Tcheca.

Em nosso país, o Instituto Lado a Lado Pela Vida é o responsável pelo combate ao câncer de próstata, que, de acordo com dados do próprio instituto, costuma aparecer em estágio avançado em 95% dos casos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, este câncer é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. Ainda de acordo com o INCA, cerca de 1 homem em 36 morrerá de câncer de próstata. Os exames preventivos, então, são muito importantes, mas costumam ser motivo de chacota para os homens, que deixam de fazê-los por vergonha. Dados afirmam que por ano, apenas no Brasil, são realizados 69 mil diagnósticos da doença, sendo uma das patologias mais recorrentes

Felizmente, a visão das pessoas tem se transformado, e os veículos de comunicação têm uma grande ligação com isso. Um exemplo real de luta contra o câncer de próstata pode ser encontrado na autobiografia de Johnny Ramone. Considerado um dos maiores guitarristas dos últimos tempos, ele ficou conhecido por ser um dos fundadores da banda Ramones.

O astro teve a doença diagnosticada em 1999 e faleceu em 15 de setembro de 2004, após cinco anos de luta, com apenas 55 anos. Foi quando ele percebeu que não lhe restava muito tempo de vida que começou a escrever a obra, intitulada “Commando”. Nela, é possível encontrar mais informações sobre sua experiência com a doença e, desse modo, saber mais sobre ela.

Grandes órgãos também têm realizado campanhas de prevenção. Um exemplo pode ser encontrado aqui mesmo, em Londrina, com a recente campanha “Homem que se cuida não perde o melhor jogo”, lançada pelo Londrina Esporte Clube (LEC). O objetivo principal desta é conscientizar os torcedores da importância dos cuidados com a saúde e alertar para esta necessidade de consultar um médico regularmente. ‘’A ideia da campanha é mostrar ao torcedor que a saúde é fundamental e que é preciso consultar um médico periodicamente’’, informa Mario Henrique, Diretor de Marketing do clube.

Pouco a pouco os preconceitos caem, e os homens tomam consciência do quão importante é cuidar de sua saúde.


http://www.londrinaesporteclube.com.br/noticias/noticia-detalhes/lec-lanca-campanha-em-apoio-ao-novembro-azul-


AUTORIA:
 
JOÃO VICTOR
ANA BROLIO




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O que são Relações Públicas?


      Várias profissões, apesar de importantes, ainda são um mistério. É o caso das Relações Públicas, uma profissão, que, infelizmente, ainda é desconhecida por muitos.

O surgimento dessa atividade se deu nos Estados Unidos durante um período de conflito bélico, no período pós 1ª Guerra Mundial. Os públicos das organizações (em especiais as empresas), que antes eram ignorados, passaram a ser vistos de uma maneira diferente, pois os administradores compreenderam que o sucesso de seus negócios estava ligado à satisfação das pessoas relacionadas a eles, ou seja: a um bom relacionamento.

Foi assim, então, que nasceu essa atividade: o Relações Públicas tornou-se responsável por gerenciar esses relacionamentos, buscando alinhar as expectativas dos públicos e das organizações. Essa definição poderia ser suficiente para diferenciar Relações Públicas de Publicidade e Propaganda ou mesmo de Marketing. Comumente essas três atividades são confundidas, e muitas vezes o próprio mercado exige isso. Mas enquanto as duas últimas se preocupam com a venda de produtos e com a criação de mercados para uma empresa, o papel do Relações Públicas é garantir a criação e a manutenção da imagem correta da organização, através de um bom diálogo com a sociedade.

Parece óbvia a afirmação de que uma instituição deve prezar pelos desejos não só daqueles que consomem seus produtos e/ou serviços, mas também daqueles que trabalham nela, das pessoas que fornecem matéria prima, entre outros. Contudo, ainda hoje muitas empresas parecem pensar que são autossuficientes, ignorando a realidade em que estão inseridas. É isso o que torna a atividade de Relações Públicas tão importante e necessária, pois é esse profissional que buscará fazer com as que organizações se renovem, se adaptem, acompanhando as demandas de um mercado cada vez mais globalizado.

Mesmo exercendo esse papel de mediador entre a empresa e seus públicos, ainda falta valorização a essa atividade. Como estudantes de Relações Públicas, é comum recebermos olhares confusos das pessoas quando nos perguntam o que fazemos, e esse é um grande alerta para todos os profissionais da área: se uma atividade não tem seu valor reconhecido pela sociedade, como ela poderá se firmar?

Um outro grave entrave são os valores cultivados por nossa sociedade: boa parte dos estudantes e dos profissionais dessa área são mulheres, o que traz à tona a questão da igualdade de gêneros, pois muitas vezes não há reconhecimento delas como gestoras ou técnicas de relações públicas, criando um entrave para o desenvolvimento da profissão. Segundo pesquisa da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 46 países, o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa apenas 62% do de um homem com a mesma escolaridade. Preconceitos como esses devem ser descontruídos, e cabe às organizações gerarem mudanças para a sociedade, não apenas respondendo às demandas dela.

Da mesma maneira, cabe aos profissionais de Relações Públicas mostrarem seu valor. James Grunig, um professor americano e um dos mais famosos estudiosos da área, fala sobre o “empoderamento” da profissão. Para ele, as oportunidades que se tem para fortalecer a atividade devem ser aproveitadas. Como dito anteriormente, é comum que as organizações pensem que podem se portar da maneira como quiserem, e isso faz com que, muitas vezes, elas prestem atenção aos grupos com que possui uma ligação apenas nos momentos de crise. Nesses momentos, então, o relações-públicas ganha destaque, e é em situações assim, por exemplo, que ele deve mostrar o quão útil pode ser para uma empresa, criando valor para si mesmo.


Apesar das dificuldades citadas, há muito o que se comemorar, também. Os profissionais de Relações Públicas, hoje, estão inseridos em todos os tipos de instituições: empresas, agências governamentais, hospitais, etc. Além disso, cresce, cada vez mais, a oferta de estágios e de emprego para pessoas formadas na área. Cabe àqueles que já estão inseridos no mercado, assim como aos estudantes, se destacarem e mostrarem que a atividade que exercem é importante tanto para as organizações quanto para a sociedade.


AUTORIA:
JOÃO VICTOR
ANA BROLIO

Sustentabilidade: Uma Questão de Sobrevivência Empresarial



            Vivemos uma grande demanda em relação às questões ambientais. São visíveis os sinais que o planeta não suporta mais o ritmo de consumo que imprimimos nos dias atuais. Paralelo a isso, ao passar dos anos, as empresas enfrentam diversos desafios e são obrigadas a se adaptar a eles, simplesmente pelo fato de sobreviver, para crescer e ocupar seus lugares no mercado à frente de determinados públicos.

O século 21 trouxe exatamente isso, um novo e competitivo desafio para as empresas: a sustentabilidade. Para se tornar sustentável, a empresa deve adotar atitudes éticas que visem seu crescimento econômico sem agredir o meio ambiente. Além disso, acreditamos que a sustentabilidade tem a capacidade de mudar de forma positiva a imagem e a reputação de uma empresa junto aos consumidores e públicos.

Reconhecemos que a sustentabilidade empresarial ainda não é um tema central em muitas empresas. No entanto, essa visão vai sendo revertida pela conscientização cada vez maior dos consumidores e a real pressão que esses grupos vêm fazendo sobre o mercado e, consequentemente, sobre as empresas.

Há diversos ganhos ao adotar princípios sustentáveis dentro de uma empresa. Podemos citar, por exemplo, a economia de matérias-primas e de energia. No âmbito mais social, os ganhos se encontram nas relações éticas com seus consumidores e fornecedores. Afinal, a publicidade não serve apenas pra vender produtos e serviços, mas também para reforçar boas práticas de cidadania. No aspecto econômico, compreende-se que a empresa não é apenas uma máquina de ganhar dinheiro, e que esta deve pensar na qualidade de vida de seus gestores, das famílias envolvidas e das comunidades as quais estão relacionadas.

 Uma empresa que não se adapta às questões ligadas a sociedade, não tem uma visão futurística e mercadológica do que certas mudanças possam realizar em seu ambiente. É hora de entender que chegou o fim da era “lucro pelo lucro” e que agora, pensar com responsabilidade e cuidar do mundo que nos cerca, é ponto principal pra sobrevivência e sucesso de uma organização.

Em exemplo prático de uma empresa sustentável é a Fiat- Marajó que adota ações como a separação do lixo, fornece copos especiais para os funcionários, a fim de economizar copos descartáveis e poupar o ambiente.A Fiat Automóveis também estabelece e aplica o Sistema de Gestão Ambiental e de Energia, de acordo com as normas ISO 14001 e ISO 50001, alinhado aos princípios de sua Política Ambiental e Energética. Veja abaixo quais ações da Fiat realiza.

Proteger o meio ambiente, preservar a biodiversidade e combater as mudanças climáticas através do uso eficiente de energia e dos recursos naturais.
Garantir a melhoria contínua do Sistema de Gestão e do Desempenho Ambiental e Energético, evitando os impactos de suas atividades que possam gerar poluição.

Garantir o cumprimento das legislações aplicáveis e outros requisitos subscritos pela organização que se relacionem a seus aspectos ambientais, eficiência energética, uso e consumo de energia.

Assegurar a formação dos empregados, a fim de desenvolver uma consciência ambiental e energética correta.

Otimizar o uso das matérias primas nos processos de produção.
Apoiar o processo de concepção e compra de produtos e serviços para a melhoria do desempenho energético.

Gerenciar os resíduos promovendo ações de reciclagem, redução da geração e incentivo à recuperação.

Promover a redução do consumo de água, incentivando ações de reúso e reciclagem.

Promover a conscientização dos fornecedores, particularmente àqueles que trabalham dentro do complexo Fiat, com adoção de procedimentos operacionais alinhados, de acordo com os princípios desta Política Ambiental e Energética.
Na Fiat Automóveis, a sustentabilidade é um processo de melhoria contínua. A marca possui uma série de programas, em um sistema de governança corporativa que abrange:
  • Produtos cada vez mais seguros, eficientes, com menos emissões de CO2 e crescente capacidade de reciclagem e reutilização dos componentes no fim do ciclo de vida.
  • Fábricas com processos voltados para a contínua prevenção e redução do impacto ambiental e otimização do consumo de recursos naturais.
  • Rede de concessionário e fornecedores engajados com os conceitos e práticas de sustentabilidade do Grupo Fiat.
  • Relacionamento com a comunidade baseado no estímulo ao desenvolvimento local e no reforço da cidadania por meio da execução de projetos planejados e monitorados.
  • Recursos humanos com oportunidades de desenvolvimento dos empregados, de forma a garantir o bem-estar, a saúde e segurança no trabalho, com a disseminação da sustentabilidade como uma prática coletiva, mas que exige responsabilidade individual.
  • Comitê de Sustentabilidade com a participação de empregados de diferentes áreas e níveis, para interação e discussão de assuntos diversos na busca de decisões compartilhadas, como a definição de metas e indicadores de sustentabilidade que orientam o trabalho da empresa no enfrentamento de desafios do setor automobilístico e da própria indústria.
O objetivo para a sustentabilidade está inserido no mapa estratégico da empresa e envolve todos os empregados, que compartilham esse princípio como forma de fazer negócios.

Fonte dos dados: http://www.fiat.com.br/

AUTORIA:
GIOVANA DE MARCHI
NATALY FERREIRA

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