quarta-feira, 26 de abril de 2017
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Artes Cênicas: Um Curso Anormal E Surpreendente
Alguns cursos de graduação da UEL ainda sofrem com
o preconceito e acabam vítimas de estereótipos. Um deles é Artes Cênicas. Nós conhecemos a Giovanna Montagnini, 19
anos, que está no 2º ano do curso. “Quando eu fui escolher, eu fiquei muito em
dúvida entre Ciências Sociais ou Artes Cênicas. Mas algumas pessoas começaram a
me falar que Cênicas tinha super a ver comigo, pelo meu jeito.” O jeito então
foi investigar. Giovana pesquisou as disciplinas e frequentou peças de teatro.
A curiosidade foi aumentando e as dúvidas ficaram para trás. “Isso de
transmitir coisas pelo seu corpo me deixou fascinada. Eu descobri que o nosso
corpo comunica e pode abrir a mente das outras pessoas”.
O curso de Artes Cênicas na UEL atua há mais de 15 anos formando alunos
excelentes e capacitados para trabalhar fazendo o que ama. Possibilita aos
alunos realizar uma análise dentro deles mesmos, com eles mesmos. Assim acabam
se descobrindo interiormente e exteriormente, além de explorarem a capacidade
de se expressar corporalmente, quebrando tabus e preconceitos que a própria
sociedade impõe. Muitas vezes, por questão de desinteresse ou desinformação,
pessoas de todos os lugares realizam um pré julgamento sobre suas escolhas e
seus comportamentos.
A londrinense Maíra Cortez, 19 anos, confessa que estava perdida quando
escolheu o curso. Em menos de 2 anos sua visão sobre a profissão mudou muito. E
o preconceito foi eliminado. “O curso me mostrou um caminho que me agrada, um
caminho diferente, um caminho que eu quero seguir. Não foi nada do que eu
esperava, foi muito melhor do que eu esperava”. Maíra quebrou tabus que partiam
dela mesma sobre o que é ser uma mulher,como uma mulher se veste, como uma
mulher se comporta. Com o curso ela conseguiu se encontrar e entender que o seu
corpo pedia mais que ficar em cima de um salto e viver de maquiagem.
Segundo as alunas, nós vivemos em uma ditadura do normal, e tudo que soa
diferente acaba encarado como maluquice. Por conta da relação que os estudantes
têm com o corpo e o trabalho com a comunicação corporal, eles acabam se
comportando de maneira diferente e isso gera estranhamento. “Quando entramos no
curso as pessoas falam que a gente vai ficar pelado em cima da árvore”, contou
Giovana. Isso é uma visão equivocada. Como em todos os outros cursos, os alunos
de Artes Cênicas têm trabalhos e leituras pra fazer.As aulas começam às 7:30 e
acabam 12:45, e muitas vezes os alunos ainda ficam na UEL o dia todo ensaiando.
São esses detalhes que as pessoas não reparam. Talvez seja por isso que haja
tanta banalização. “Nós também temos cansaços, lemos, fazemos trabalhos,
monografias. Só que mexemos com uma coisa diferente, que é o corpo e a
sensibilidade.”
Se você quiser saber mais sobre o curso de Artes Cênicas, ou qualquer dos
cursos oferecidos pela UEL, visita o site da Universidade, ou venha até ela
conhecer seus alunos e suas experiências.
“Nosso curso não é melhor que nenhum outro curso, mas nenhum outro curso
é melhor do que o nosso”,garante Giovanna.
Abaixo segue um vídeo realizado pelas mesmas alunas sobre esse curso maravilhoso que temos na Universidade Estadual de Londrina. Confira ai!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Que Massa! Food Truck - Boa Comida, Preço Justo E Ambiente Agradável
Mesmo em momentos de crise, há setores da economia que vão muito bem. Popular em países europeus e nos Estados Unidos, os food trucks vêm, nos últimos anos, ganhando espaço no Brasil. Segundo o Sebrae, 2% da população está envolvida neste negócio, que se tornou a principal fonte de renda de várias pessoas.
Em Londrina o cenário não é diferente. Há dezenas de opções de food trucks e vários locais ao ar livre onde você pode matar a fome, a sede e, ao mesmo tempo, fazer amizades.
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| Que massa! Food Truck |
Agora, existem pessoas que se prepararam para estar à frente desse tipo de negócio. É o caso de Guilherme Martins Scaff, com 21 anos, formado em Gastronomia pela Unifil, que comanda o food truck “Que massa!”, em Londrina.
Guilherme, que já foi vendedor em uma loja de ferramentas, se interessou por Gastronomia por ter a oportunidade de promover lazer e cuidar da saúde através da comida. Para seguir essa profissão, abandonou o curso de Direito, por achar que esta é uma área muito saturada e percebeu que o ramo dos food trucks era uma boa oportunidade, com investimento relativamente baixo, que não dependeria de aluguel e que estava crescendo em Londrina.
No “Que massa!” você encontra massas frescas produzidas artesanalmente com farinha 0000 importada da Argentina e molhos preparados durante horas, que são combinados ao gosto do freguês e com uma característica muito importante: preço justo.
Durante seu horário de almoço, Guilherme contou que escolheu abrir um food truck de massas porque os mais conhecidos eram de hambúrguer. Era preciso fazer algo novo. “Com a crise econômica as pessoas continuam buscando boa comida como forma de lazer, e os food trucks são uma alternativa”. E o projeto não para por aqui. O objetivo é abrir outro food truck daqui a alguns meses, com o desejo de concretizar essa tendência. “É preciso pesquisar, correr atrás, avaliar os riscos e fazer o que gosta”.
Há quem pense que, para ser um chef de cozinha bem sucedido, é necessário estar à frente de um restaurante conceituado que tenha preços altos. Com relação ao preconceito, ele conta que muitos chefs famosos têm seus próprios food trucks. Um ambiente perfeito para divulgação e para estar mais perto do público. “A pessoa só precisa analisar a qualidade e higiene do truck e da comida, porque o mesmo tratamento que ele dá para o seu produto no truck é o que ele tem no pré-preparo da comida”.
Os modelos de veículos e o custo para abrir o negócio variam bastante. Segundo o Sebrae, o investimento pode variar entre 50 e 70 mil reais, chegando até 200 mil reais, dependendo da tecnologia utilizada, adequações de suspensão e freios para tolerar o peso da cozinha e os equipamentos. A parceria entre os food trucks está presente em Londrina, e isso é capaz de eliminar o sentimento de concorrência. Os donos formam parcerias para fazer eventos e, assim, há uma amizade entre eles. “Se só um truck está vendendo em um lugar, não atrai tantas pessoas como é quando vários se reúnem e fazem um evento. As pessoas se interessam mais e as vendas são melhores para todos”, garante Guilherme.
O segmento dos food trucks está bem forte e veio para ficar. “Mesmo que outros tipos de negócio surjam, os food trucks vão permanecer, assim como os restaurantes tradicionais não deixaram de existir com o surgimento desse segmento”.
O empreendedorismo jovem está aumentando em diversos setores do mercado, e o food truck é uma ideia para quem possui esse espírito. “O empreendedor é aquele que deixa de sonhar e põe em prática”.
O “Que massa!” está na Vanguard Home às quintas-feiras e no Mercadão da Prochet aos sábados, e aceita convites para eventos privados, aniversários e formaturas. Outros eventos são divulgados na página do Facebook: https://www.facebook.com/quemassafoodtruck/
AUTORIA:
Camila Atamanczuk da Silva
Marcadores:
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Casa Da Sopa: Mata A Fome E Alimenta O Espírito
Filho de italiano e de mineira, seu Dário é um morador de rua incrivelmente inteligente e bem informado. Muito religioso, acredita fortemente em suas crenças e tem um conhecimento surpreendente sobre a bíblia.
Quando era mais novo conheceu uma mulher muito bonita, mas não se casaram. Porém, juntos tiveram uma filha chamada Jaqueline. Há três anos, por não ter pago pensão à filha, seu Dário foi obrigado a dar para ela a sua casa, que era uma herança de seus pais. Desde então, ele mora na rua.
Seu Dário trabalhou como expedidor em vários lugares do Brasil, chegando até a ser supervisor de uma empresa após passar por um processo seletivo. Atualmente ele é aposentado por invalidez devido a um problema na perna esquerda. Recebe um salário mínimo por mês. Apesar de viver na rua, Dário não se sente sozinho. Ele frequenta a Casa da Sopa onde encontra os amigos e convive com diversos tipos de pessoas. Um local que oferece não apenas comida, mas é uma espécie de abrigo, onde os necessitados podem tomar banho, fazer a barba, enfim, se sentirem acolhidos como em um lar.
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| Casa da Sopa |
Com mais de 21 anos de funcionamento, a Casa da Sopa conta com a ajuda de instituições que fazem caridade durante alguns períodos do ano, através de donativos da comunidade.
Toda a ação é feita por voluntários. Na segunda-feira um grupo religioso faz a sopa, na quarta-feira um grupo diferente prepara o café da manhã e o jantar e a quinta é responsabilidade de outro grupo.
Estima-se que cerca de 70 a 100 pessoas visitam o local em busca de alimento na quinta-feira. Mas, todos os dias são movimentados. Assim como Seu Dário, Manuel também procura a Casa da Sopa para matar a fome e alimentar o espírito.
Nascido em Minas Gerais, neto de Judeu e alemã, há três anos Manuel mora em barracões da Prefeitura localizados atrás da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Com naturalidade ele conta que caminha por duas horas até chegar à casa da sopa e depois retorna já de madrugada.
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| Casa da Sopa |
Quando está no centro Manuel recolhe lixo reciclado nas ruas. É notável o seu vasto entendimento a respeito da política e da realidade econômica atual do nosso país. Entre uma conversa e outra, Manuel conta que fugiu de sua terra natal devido às condições precárias em que sua família vivia. Eles eram submetidos ao trabalho escravo. Mas Manuel não se sujeitou. Ele estudou e queria ser um engenheiro.
Os conhecidos de Manuel o elogiam muito. Dizem que ele é uma pessoa muito dedicada, solidária e que até foi candidato a deputado e fez parte da chapa de um ex-prefeito de Londrina. Infelizmente, segundo eles, o candidato só quis se aproveitar da boa vontade e popularidade de Manuel entre os moradores de rua.
Depois da janta e das conversas, Manuel tomou o longo rumo de casa. Deixou lembranças e um recado: “minha inteligência vem dos céus”.
AUTORIA:
Keila Horiye
Raul Silva
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Novembro Azul: campanha pela queda de preconceitos
“Homem tem que ser forte, não pode chorar e
nem reclamar.”
São frases como essa que ajudam a propagar a cultura machista, ainda muito viva em nossa sociedade. A disseminação de valores assim traz severas consequências não só para as mulheres, mas também para os homens, que se veem obrigados a agir seguindo determinadas condutas.
São frases como essa que ajudam a propagar a cultura machista, ainda muito viva em nossa sociedade. A disseminação de valores assim traz severas consequências não só para as mulheres, mas também para os homens, que se veem obrigados a agir seguindo determinadas condutas.
Uma das implicações mais graves é a falta de cuidado que muitos homens têm com sua saúde, e a negligência quanto a um dos problemas mais graves que a parcela masculina da população pode enfrentar: o câncer de próstata.
Visando a derrubar preconceitos e a incentivar a prevenção dessa doença foi que surgiu, em 2003, na Austrália, a Fundação Movember. Seu nome vem da junção das palavras moustache e november (respectivamente, bigode e novembro), e foi a partir dela que o mês de novembro passou a ser conhecido como o mês de combate ao câncer de próstata. Campanhas publicitárias são lançadas todos os anos e outros tipos de ações são promovidas pela fundação; contudo, os principais responsáveis por chamar a atenção das pessoas são os homens comuns, que deixam seu bigode crescer durante todo o mês. A campanha Movember, hoje, espalhou-se pelo mundo, estando presente em países como Canadá (cujos habitantes são aqueles que mais contribuem financeiramente com a fundação), França, Estados Unidos e até mesmo na República Tcheca.
Em nosso país, o Instituto Lado a Lado Pela Vida é o responsável pelo combate ao câncer de próstata, que, de acordo com dados do próprio instituto, costuma aparecer em estágio avançado em 95% dos casos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, este câncer é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. Ainda de acordo com o INCA, cerca de 1 homem em 36 morrerá de câncer de próstata. Os exames preventivos, então, são muito importantes, mas costumam ser motivo de chacota para os homens, que deixam de fazê-los por vergonha. Dados afirmam que por ano, apenas no Brasil, são realizados 69 mil diagnósticos da doença, sendo uma das patologias mais recorrentes
Felizmente, a visão das pessoas tem se transformado, e os veículos de comunicação têm uma grande ligação com isso. Um exemplo real de luta contra o câncer de próstata pode ser encontrado na autobiografia de Johnny Ramone. Considerado um dos maiores guitarristas dos últimos tempos, ele ficou conhecido por ser um dos fundadores da banda Ramones.
O astro teve a doença diagnosticada em 1999 e faleceu em 15 de setembro de 2004, após cinco anos de luta, com apenas 55 anos. Foi quando ele percebeu que não lhe restava muito tempo de vida que começou a escrever a obra, intitulada “Commando”. Nela, é possível encontrar mais informações sobre sua experiência com a doença e, desse modo, saber mais sobre ela.
Grandes órgãos também têm realizado campanhas de prevenção. Um exemplo pode ser encontrado aqui mesmo, em Londrina, com a recente campanha “Homem que se cuida não perde o melhor jogo”, lançada pelo Londrina Esporte Clube (LEC). O objetivo principal desta é conscientizar os torcedores da importância dos cuidados com a saúde e alertar para esta necessidade de consultar um médico regularmente. ‘’A ideia da campanha é mostrar ao torcedor que a saúde é fundamental e que é preciso consultar um médico periodicamente’’, informa Mario Henrique, Diretor de Marketing do clube.
Pouco a pouco os preconceitos caem, e os homens tomam consciência do quão importante é cuidar de sua saúde.
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http://www.londrinaesporteclube.com.br/noticias/noticia-detalhes/lec-lanca-campanha-em-apoio-ao-novembro-azul- |
AUTORIA:
JOÃO VICTOR
ANA BROLIO
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
O que são Relações Públicas?
Várias profissões, apesar de importantes, ainda são um mistério. É o caso das Relações Públicas, uma profissão, que, infelizmente, ainda é desconhecida por muitos.
O surgimento dessa atividade se deu nos
Estados Unidos durante um período de conflito bélico, no período pós 1ª Guerra
Mundial. Os públicos das organizações (em especiais as empresas), que antes
eram ignorados, passaram a ser vistos de uma maneira diferente, pois os
administradores compreenderam que o sucesso de seus negócios estava ligado à
satisfação das pessoas relacionadas a eles, ou seja: a um bom relacionamento.
Foi assim, então, que nasceu essa atividade:
o Relações Públicas tornou-se responsável por gerenciar esses relacionamentos,
buscando alinhar as expectativas dos públicos e das organizações. Essa
definição poderia ser suficiente para diferenciar Relações Públicas de
Publicidade e Propaganda ou mesmo de Marketing. Comumente essas três atividades
são confundidas, e muitas vezes o próprio mercado exige isso. Mas enquanto as
duas últimas se preocupam com a venda de produtos e com a criação de mercados
para uma empresa, o papel do Relações Públicas é garantir a criação e a
manutenção da imagem correta da organização, através de um bom diálogo com a
sociedade.
Parece óbvia a afirmação de que uma
instituição deve prezar pelos desejos não só daqueles que consomem seus
produtos e/ou serviços, mas também daqueles que trabalham nela, das pessoas que
fornecem matéria prima, entre outros. Contudo, ainda hoje muitas empresas
parecem pensar que são autossuficientes, ignorando a realidade em que estão
inseridas. É isso o que torna a atividade de Relações Públicas tão importante e
necessária, pois é esse profissional que buscará fazer com as que organizações
se renovem, se adaptem, acompanhando as demandas de um mercado cada vez mais
globalizado.
Mesmo exercendo esse papel de mediador entre
a empresa e seus públicos, ainda falta valorização a essa atividade. Como
estudantes de Relações Públicas, é comum recebermos olhares confusos das
pessoas quando nos perguntam o que fazemos, e esse é um grande alerta para
todos os profissionais da área: se uma atividade não tem seu valor reconhecido
pela sociedade, como ela poderá se firmar?
Um outro grave entrave são os valores
cultivados por nossa sociedade: boa parte dos estudantes e dos profissionais
dessa área são mulheres, o que traz à tona a questão da igualdade de gêneros,
pois muitas vezes não há reconhecimento delas como gestoras ou técnicas de
relações públicas, criando um entrave para o desenvolvimento da profissão. Segundo
pesquisa da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE),
com dados de 46 países, o salário médio de uma mulher brasileira com educação
superior representa apenas 62% do de um homem com a mesma escolaridade. Preconceitos
como esses devem ser descontruídos, e cabe às organizações gerarem mudanças
para a sociedade, não apenas respondendo às demandas dela.
Da mesma maneira, cabe aos profissionais de
Relações Públicas mostrarem seu valor. James Grunig, um professor americano e
um dos mais famosos estudiosos da área, fala sobre o “empoderamento” da
profissão. Para ele, as oportunidades que se tem para fortalecer a atividade
devem ser aproveitadas. Como dito anteriormente, é comum que as organizações
pensem que podem se portar da maneira como quiserem, e isso faz com que, muitas
vezes, elas prestem atenção aos grupos com que possui uma ligação apenas nos
momentos de crise. Nesses momentos, então, o relações-públicas ganha destaque,
e é em situações assim, por exemplo, que ele deve mostrar o quão útil pode ser
para uma empresa, criando valor para si mesmo.
Apesar das dificuldades citadas, há muito o
que se comemorar, também. Os profissionais de Relações Públicas, hoje, estão
inseridos em todos os tipos de instituições: empresas, agências governamentais,
hospitais, etc. Além disso, cresce, cada vez mais, a oferta de estágios e de
emprego para pessoas formadas na área. Cabe àqueles que já estão inseridos no
mercado, assim como aos estudantes, se destacarem e mostrarem que a atividade
que exercem é importante tanto para as organizações quanto para a sociedade.
AUTORIA:
JOÃO VICTOR
ANA BROLIO
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Sustentabilidade: Uma Questão de Sobrevivência Empresarial
Vivemos uma grande demanda em relação às questões ambientais. São visíveis os sinais que o planeta não suporta mais o ritmo de consumo que imprimimos nos dias atuais. Paralelo a isso, ao passar dos anos, as empresas enfrentam diversos desafios e são obrigadas a se adaptar a eles, simplesmente pelo fato de sobreviver, para crescer e ocupar seus lugares no mercado à frente de determinados públicos.
O século 21 trouxe
exatamente isso, um novo e competitivo desafio para as empresas: a
sustentabilidade. Para se tornar sustentável, a empresa deve adotar atitudes
éticas que visem seu crescimento econômico sem agredir o meio ambiente. Além
disso, acreditamos que a sustentabilidade tem a capacidade de mudar de forma
positiva a imagem e a reputação de uma empresa junto aos consumidores e
públicos.
Reconhecemos que a
sustentabilidade empresarial ainda não é um tema central em muitas empresas. No entanto, essa visão vai sendo
revertida pela conscientização cada vez maior dos consumidores e a real pressão
que esses grupos vêm fazendo sobre o mercado e, consequentemente, sobre as
empresas.
Há diversos ganhos ao adotar
princípios sustentáveis dentro de uma empresa. Podemos citar, por exemplo, a
economia de matérias-primas e de energia. No âmbito mais social, os ganhos se
encontram nas relações éticas com seus consumidores e fornecedores. Afinal, a
publicidade não serve apenas pra vender produtos e serviços, mas também para
reforçar boas práticas de cidadania. No aspecto econômico, compreende-se que a
empresa não é apenas uma máquina de ganhar dinheiro, e que esta deve pensar na
qualidade de vida de seus gestores, das famílias envolvidas e das comunidades
as quais estão relacionadas.
Uma empresa que não se adapta às questões
ligadas a sociedade, não tem uma visão futurística e mercadológica do que
certas mudanças possam realizar em seu ambiente. É hora de entender que chegou
o fim da era “lucro pelo lucro” e que agora, pensar com responsabilidade e
cuidar do mundo que nos cerca, é ponto principal pra sobrevivência e sucesso de
uma organização.
Em exemplo prático de uma empresa sustentável é a
Fiat- Marajó que adota ações como a separação do lixo, fornece copos especiais
para os funcionários, a fim de economizar copos descartáveis e poupar o
ambiente.A
Fiat Automóveis também estabelece e aplica o Sistema de Gestão Ambiental e de
Energia, de acordo com as normas ISO 14001 e ISO 50001, alinhado
aos princípios de sua Política Ambiental e Energética. Veja abaixo quais ações
da Fiat realiza.
Proteger
o meio ambiente, preservar a biodiversidade e combater as mudanças climáticas através do uso eficiente de energia e dos
recursos naturais.
Garantir
a melhoria contínua do Sistema de Gestão e do Desempenho Ambiental e Energético, evitando os impactos de suas atividades que
possam gerar poluição.
Garantir
o cumprimento das legislações aplicáveis e outros requisitos subscritos pela organização que se relacionem
a seus aspectos ambientais, eficiência energética, uso e consumo de energia.
Assegurar
a formação dos empregados, a fim
de desenvolver uma consciência ambiental e energética correta.
Otimizar
o uso das matérias primas nos processos de produção.
Apoiar o
processo de concepção e compra de produtos e serviços para a melhoria do desempenho energético.
Gerenciar
os resíduos promovendo ações de
reciclagem, redução da geração e incentivo à recuperação.
Promover
a redução do consumo de água,
incentivando ações de reúso e reciclagem.
Promover
a conscientização dos fornecedores, particularmente
àqueles que trabalham dentro do complexo Fiat, com adoção de procedimentos
operacionais alinhados, de acordo com os princípios desta Política Ambiental e
Energética.
Na Fiat Automóveis, a sustentabilidade é um processo de
melhoria contínua. A marca possui uma série de programas, em um sistema de
governança corporativa que abrange:
- Produtos cada vez mais seguros, eficientes, com menos emissões de
CO2 e crescente capacidade de reciclagem e reutilização
dos componentes no fim do ciclo de vida.
- Fábricas com processos voltados para a contínua prevenção e
redução do impacto ambiental e otimização do consumo de recursos naturais.
- Rede de concessionário e fornecedores engajados com
os conceitos e práticas de sustentabilidade do Grupo Fiat.
- Relacionamento com a comunidade baseado no estímulo ao desenvolvimento local e no
reforço da cidadania por meio da execução de projetos planejados e
monitorados.
- Recursos humanos com oportunidades de desenvolvimento dos empregados, de
forma a garantir o bem-estar, a saúde e segurança no trabalho, com a
disseminação da sustentabilidade como uma prática coletiva, mas que exige
responsabilidade individual.
- Comitê de Sustentabilidade com a participação de empregados de diferentes
áreas e níveis, para interação e discussão de assuntos diversos na busca
de decisões compartilhadas, como a definição de metas e indicadores de
sustentabilidade que orientam o trabalho da empresa no enfrentamento de
desafios do setor automobilístico e da própria indústria.
O objetivo para a sustentabilidade está inserido no mapa estratégico
da empresa e envolve todos os empregados, que compartilham esse princípio como
forma de fazer negócios.
AUTORIA:
GIOVANA DE MARCHI
NATALY FERREIRA
Marcadores:
água,
carros,
consumo,
custos,
desempenho,
empregados,
fiat,
funcionários,
marajó,
meio ambiente,
produtividade,
redução,
sustentabilidade
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