quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O que são Relações Públicas?


      Várias profissões, apesar de importantes, ainda são um mistério. É o caso das Relações Públicas, uma profissão, que, infelizmente, ainda é desconhecida por muitos.

O surgimento dessa atividade se deu nos Estados Unidos durante um período de conflito bélico, no período pós 1ª Guerra Mundial. Os públicos das organizações (em especiais as empresas), que antes eram ignorados, passaram a ser vistos de uma maneira diferente, pois os administradores compreenderam que o sucesso de seus negócios estava ligado à satisfação das pessoas relacionadas a eles, ou seja: a um bom relacionamento.

Foi assim, então, que nasceu essa atividade: o Relações Públicas tornou-se responsável por gerenciar esses relacionamentos, buscando alinhar as expectativas dos públicos e das organizações. Essa definição poderia ser suficiente para diferenciar Relações Públicas de Publicidade e Propaganda ou mesmo de Marketing. Comumente essas três atividades são confundidas, e muitas vezes o próprio mercado exige isso. Mas enquanto as duas últimas se preocupam com a venda de produtos e com a criação de mercados para uma empresa, o papel do Relações Públicas é garantir a criação e a manutenção da imagem correta da organização, através de um bom diálogo com a sociedade.

Parece óbvia a afirmação de que uma instituição deve prezar pelos desejos não só daqueles que consomem seus produtos e/ou serviços, mas também daqueles que trabalham nela, das pessoas que fornecem matéria prima, entre outros. Contudo, ainda hoje muitas empresas parecem pensar que são autossuficientes, ignorando a realidade em que estão inseridas. É isso o que torna a atividade de Relações Públicas tão importante e necessária, pois é esse profissional que buscará fazer com as que organizações se renovem, se adaptem, acompanhando as demandas de um mercado cada vez mais globalizado.

Mesmo exercendo esse papel de mediador entre a empresa e seus públicos, ainda falta valorização a essa atividade. Como estudantes de Relações Públicas, é comum recebermos olhares confusos das pessoas quando nos perguntam o que fazemos, e esse é um grande alerta para todos os profissionais da área: se uma atividade não tem seu valor reconhecido pela sociedade, como ela poderá se firmar?

Um outro grave entrave são os valores cultivados por nossa sociedade: boa parte dos estudantes e dos profissionais dessa área são mulheres, o que traz à tona a questão da igualdade de gêneros, pois muitas vezes não há reconhecimento delas como gestoras ou técnicas de relações públicas, criando um entrave para o desenvolvimento da profissão. Segundo pesquisa da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 46 países, o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa apenas 62% do de um homem com a mesma escolaridade. Preconceitos como esses devem ser descontruídos, e cabe às organizações gerarem mudanças para a sociedade, não apenas respondendo às demandas dela.

Da mesma maneira, cabe aos profissionais de Relações Públicas mostrarem seu valor. James Grunig, um professor americano e um dos mais famosos estudiosos da área, fala sobre o “empoderamento” da profissão. Para ele, as oportunidades que se tem para fortalecer a atividade devem ser aproveitadas. Como dito anteriormente, é comum que as organizações pensem que podem se portar da maneira como quiserem, e isso faz com que, muitas vezes, elas prestem atenção aos grupos com que possui uma ligação apenas nos momentos de crise. Nesses momentos, então, o relações-públicas ganha destaque, e é em situações assim, por exemplo, que ele deve mostrar o quão útil pode ser para uma empresa, criando valor para si mesmo.


Apesar das dificuldades citadas, há muito o que se comemorar, também. Os profissionais de Relações Públicas, hoje, estão inseridos em todos os tipos de instituições: empresas, agências governamentais, hospitais, etc. Além disso, cresce, cada vez mais, a oferta de estágios e de emprego para pessoas formadas na área. Cabe àqueles que já estão inseridos no mercado, assim como aos estudantes, se destacarem e mostrarem que a atividade que exercem é importante tanto para as organizações quanto para a sociedade.


AUTORIA:
JOÃO VICTOR
ANA BROLIO

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