sábado, 21 de novembro de 2015

Muito Além das Palavras

   
       A arte de contar histórias remonta às origens da humanidade. Desde tempos imemoriais o homem primitivo, em todos os continentes, já deixaram suas impressões sobre sua cultura pintadas nas paredes das cavernas. Com o passar do tempo esta necessidade ganhou ares de arte e hoje muitos profissionais são especializadas em diversas técnicas de perpetuar acontecimentos, lendas, mitos, fatos, fantasias, crenças, etc. 
        Em Londrina existe um encontro de Contadores de Histórias que chega a sua 5ª Edição. O ECOH é promovido pelo SESI, patrocinadores e conta com a ajuda da comunidade através do financiamento coletivo. O evento é aberto ao público através de contações, oficinas e brincadeiras para todas as idades.
          O projeto surgiu em 2011, porém a ideia vem antes com o professor do Departamento de Educação da UEL Rovilson José que coordenou o projeto Palavras Andantes, que trabalha com profissionais das bibliotecas da rede municipal. Claudia Silva, coordenadora geral do ECOH, destaca o comprometimento dos contadores de histórias como a característica principal para a multiplicação da arte. “Contar histórias é algo muito humano e que desperta o interesse de todas as pessoas, quando contada por um bom contador”. 

         O diferencial do 5 ECOH, começa com o espaço em que o evento é realizado. Logo na entrada tem um labirinto decorado com caixinhas feitas pelos alunos do fundamental de uma Escola Municipal. Em algumas paredes os visitantes podem interferir na decoração pintando com giz de cera e colando desenhos. As atividades não são apenas dedicadas às crianças, há oficinas voltadas para os adultos e as demais atividades são aberta ao público em geral. 

           A tarde do dia 28 contou com a visita de muitas crianças dos colégios CMEI e Seta, que se divertiram muito com os contos: Dum Dum Sererê e Palavras de Fogo. O primeiro tinha apenas uma contadora, a talentosa Daniella Fiorucique, que interpretava vários personagens apenas mudando a entonação da voz e os seus movimentos. Nesse conto as crianças demonstraram toda sua alegria nos momentos em que a contadora pedia a participação para cantar as canções seguindo as batidas do tambor. Ao final do espetáculo, a contadora abriu espaço para perguntas, sendo que uma delas a relação entre o Dum Dum Sererê e o Bicho Papão, como muito bom humor, Daniella respondeu que os dois monstros eram primos, mas que o Dum Dum era dez vezes maior.



       O segundo, Palavras de Fogo, contou com a participação da companhia Boi Voador, que se utilizou de instrumentos e fantoches para contar a história africana de Xangô, um governante ganancioso, que queria força absoluta. No final o conto nos leva à reflexão sobre os malefícios da ganância.       





 












Autoria:
Marina Andrade
              Vanessa Cristina

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