Para mudar essa realidade, muitos idosos procuram maneiras de assegurar a sua própria segurança, e conjuntamente garantir um amadurecimento mais saudável. E o karatê pode ser um grande aliado para a defesa pessoal, além de ajudar na concentração e no equilíbrio.
Com origem no século 17, no Japão, o karatê é uma arte marcial que significa mãos vazias. Muito além da preocupação com o corpo, o karatê representa tradição e dissemina o respeito. Seu aprendizado é um constante ritual que liga o corpo com a mente.
Há dez anos, a Associação Londrinense de Nihon Karatê Kyokai (ALNKK) proporciona um projeto voltado para a terceira idade. A associação foi fundada em janeiro de 1971 por Norio Haritani, e hoje é comandada pelo professor Luiz da Silveira. Com mais de 40 anos, a ALNKK é uma das principais escolas de karatê do sul do Brasil.
Entrada da ALNKK
O projeto começou por iniciativa do professor Luiz, e ele conta que a ideia foi sugerida por uma amiga, que queria aprender Karatê para se defender. O professor começou a divulgar o projeto em vários lugares, e formou-se um grupo de aproximadamente sessenta pessoas.
Irene Fukuda (70) e Helena Mitiko Fukuda Takaoka (71) estão no projeto desde o começo, e contam que o professor Luiz foi à Igreja Católica fazer o convite. No começo ficaram com receio mas tomaram coragem e seguem firmes nas aulas. Áurea Hamada (66) e Sumaru Niekawa (73) também estão há muito tempo treinando, e dizem que o incentivo das amigas foi fundamental.
Irene Fukuda (70) e Helena Mitiko Fukuda Takaoka (71) estão no projeto desde o começo, e contam que o professor Luiz foi à Igreja Católica fazer o convite. No começo ficaram com receio mas tomaram coragem e seguem firmes nas aulas. Áurea Hamada (66) e Sumaru Niekawa (73) também estão há muito tempo treinando, e dizem que o incentivo das amigas foi fundamental.
As aulas do projeto acontecem às segundas, quartas e sextas, das 9 às 10 da manhã, e as alunas, muito dedicadas, não faltam. Mesmo nos dias em que a preguiça bate, elas não deixam de ir treinar. E a assiduidade é uma das coisas que mais orgulha o professor.
No projeto há mais mulheres do que homens. Segundo Luiz, “tem mais mulher por causa do ego. O homem tem vergonha de errar, tem vergonha de enfrentar. A mulher não, a mulher aceita a correção. Já o homem, se sente constrangido”.
O karatê trouxe muitas melhorias para os participantes do projeto. “Fiquei mais forte e mais animada. Aumentou a minha resistência, a disposição e também o equilíbrio, que é muito necessário nas aulas”, diz Irene.
O karatê trouxe muitas melhorias para os participantes do projeto. “Fiquei mais forte e mais animada. Aumentou a minha resistência, a disposição e também o equilíbrio, que é muito necessário nas aulas”, diz Irene.
Luiz conta que dona Sônia, de 82 anos, cuida de idosos e também participa dos treinos. Começou com 75 anos e tinha dificuldade para subir escada. “Ela subia escorando, e agora sobe correndo”. Dona Sônia tem uma paixão muito grande pelo Karatê. “Se você perguntar para ela como ela está, ela diz que está bem graças ao Karatê. Ela tem um carinho, um amor pelo karatê que é impressionante”, diz o professor, visivelmente orgulhoso. Infelizmente no dia em que visitamos a escola Dona Sônia não estava.Com o tempo, o grupo sofreu uma notável diminuição do número de participantes, por conta de desistências ou mesmo por problemas de saúde. É importante que haja uma divulgação do projeto, pois é a presença dos alunos que garante a sua continuidade. Não há requisitos para participar. Luiz diz que o karatê é diferente do que as pessoas pensam, que é muito aeróbico, que requer muita força física. “O idoso não é obrigado a fazer tudo, ele faz o que consegue, cada um tem o seu limite”.
A arte marcial trouxe mais segurança para os participantes do projeto. Porém, o mais importante é perceber que o Karatê promove a autoestima, o equilíbrio, a alegria, justamente numa idade em que o ser humano tanto precisa.
AUTORIA:
Keila Kaori Horiye
Raul A. Silva



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