O Clube de Desbravadores é um programa oficial da Igreja Adventista do 7º Dia. Funciona desde 1950 e pode ser encontrada em todas as 90.000 sedes em mais de 160 países e possui mais dois milhões de participantes. Em Londrina são pelo menos 10 Clubes. O maior fica na sede central da Igreja e conta com aproximadamente 80 membros.
Independente da etnia, classe social ou religião, o Clube reúne uma vez por semana meninos e meninas de 10 a 15 anos para desenvolver atividades manuais, artísticas, comunitárias, estudos de diversas áreas do conhecimento e recreação, adquirindo assim, talentos e habilidades além do gosto pela natureza e respeito ao próximo. O principal objetivo é formar cidadãos de caráter com educação cultural e social.
Esses jovens desbravadores participam de acampamentos rústicos onde constroem seus abrigos e sabem acender uma fogueira sem utilizar um fósforo sequer. Também fazem longas caminhadas em meio à natureza. Eles chamam atenção da comunidade por serem adolescentes mas com a consciência de que devem se preocupar com o próximo.
Realizam projetos sociais como visitas a asilos e orfanatos, arrecadam alimentos e participam de feiras de saúde. Nos desfiles do 7 de Setembro marcham e tocam a fanfarra em respeito a Pátria. Utilizam a fanfarra também como um meio de chamar atenção nos desfiles que fazem numa campanha muito importante voltada para alertar as pessoas contra o abuso infantil, chamada “ Quebrando o Silêncio".
Em uma visita social ao Lar das Vovós e Vovôs Gilda Marconi, na Vila Nova em Londrina, a desbravadora Marhara Silva relata como é a presença dos desbravadores na vida dela e da instituição: “Foi uma experiência muito boa, quando entramos lá foi como se todas as vovós e vovôs fossem nossos, e qualquer um se emociona ao ver aquela cena, eles nos trataram muito bem, ficaram emocionados também ao ver pessoas que nem conheciam, mas que estavam ali lhes dando carinho e atenção. Cantamos pra eles e acho que foi o que mais gostaram. Levamos também cremes hidratantes e algumas desbravadoras fizeram massagem nas mãos das vovós. Depois, presenteamos cada uma com os cremes, e neste momento vimos os sorrisos brilharem mais, nós também levamos produtos de higiene e comida como bolos e tortas, no final todos agradeceram muito e pediram pra voltarmos sempre lá”.
A estudante de pedagogia do 2º ano da UEL, Nathália Chaves, é secretária da sede central de um Clube de Desbravadores. Ela notou grande diferença no comportamento de algumas crianças que não tinham uma base familiar bem estruturada, e através do clube, tem novas oportunidades. “Isso é um dever da comunidade e do Estado, promover o desenvolvimento de crianças e adolescentes, de acordo com a Constituição Federal Brasileira, artigo 227.”
Ser desbravador é colocar as necessidades do próximo em primeiro lugar, estender a mão quando é necessário. No Clube, os juvenis desenvolvem seu caráter como cidadãos de respeito e constroem amizades sólidas e verdadeiras.
AUTORIA:
Gabriela Gebauer
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