quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Missionário E A Virtude De Ajudar O Próximo

    A palavra missão significa ter um objetivo em comum, um alvo. Uma organização, uma instituição, uma igreja, ou seja, um grupo de pessoas disposto a ajudar quem precisa.   Essas organizações prestam serviços sociais como alimentação e auxílio com roupas e cobertores aos moradores de rua, ajudam aos dependentes químicos com o tratamento e ressocialização, entre outras atividades. Muitas vezes uma boa conversar também traz conforto e alivia para muita gente.

    A vida desses missionários não é fácil, as vezes percorrem as noites dos centros das cidades auxiliando os moradores de rua. Faça chuva ou sol, frio ou calor, eles saem às ruas distribuindo alimentos, roupas e cobertores. Conversando com cada pessoa necessitada e ouvindo atenciosamente cada história, e lidando com cada personalidade. A maioria dos moradores de rua é composta por pessoas que tiveram uma vida comum, com casa, família, trabalho. Porém por algum motivo emocional muito grave, seja uma traição amorosa, ou perda de algum parente muito próximo, acabaram caindo perdendo o rumo.

    O trabalho de ressocialização com essas pessoas é muito complicado. Primeiramente elas precisam aceitar a ajuda.  Muitas delas por não terem um alimento disponível nos momentos de fome, acabam utilizando drogas para minimizar a fome. É um desafio diário conquistar a confiança dos moradores de rua. O estudante de teologia Kleber Alves, de 35 anos, é voluntário de missões na região norte do paraná. Todas as quartas-feiras, independentemente do clima, ele e seu grupo distribuem sopas, conversam, ouvem, criam um vínculo de amizade e cooperação. E para aquelas que autorizarem, fazem uma oração em conjunto.

    Kleber ainda participa de missões em penitenciárias, algo muito perigoso ao olhar social, porém muito gratificante. Ainda saliente que este trabalho é muito importante pois quando esses detentos conseguem a liberdade, provavelmente haverá muita discriminação. Esse momento missionário em que participam é essencial, para que haja uma reestruturação espiritual facilitando sua readaptação social. Futuramente Kleber pensa em terminar sua faculdade em teologia e fazer uma pós-graduação em missiologia. Também pretende trabalhar em casas de recuperação para dependentes químicos, ou algum programa social, fazendo o trabalho que o governo deveria prestar à sociedade, mas infelizmente há poucos recursos que são voltados para esse problema social. “Não tem dinheiro que pague ver uma pessoa que antes não tinha nada, nenhuma esperança de vida, e depois vê-la reestruturada fisicamente e espiritualmente”. 

    Entrevista feita com Kleber Alves, cristão e membro da Igreja Batista, estudante de teologia e voluntario de missões que abrange desde as ruas dos centro e periferias da cidade, até penitenciárias.
Nome completo:
Kleber Alves Lima.

Idade:
35 anos.

Onde nasceu:
Londrina – PR

Profissão:
  – Funcionário em um Lava-Rápido e estudante de teologia.

Quando você descobriu sua vocação para missões?
  – Em um acampamento de carnaval, na cidade de Rolândia, logo após eu ter me convertido (ao Cristianismo).

O que te levou a fazer missões em penitenciárias?
  – O fato da discriminação que eles sofrem, pelo fato de quando eles se libertarem, haverá um repúdio da sociedade.

O que você faz atualmente que te agrada em missões? Por quê?
  – A questão social, você pode prestar serviços sociais para pessoas carentes, além de levar a Palavra de Deus a elas.

Quais são seus planos para o futuro com as missões?
  – Ao me formar na faculdade, pretendo fazer pós em missiologia e trabalhar em algum programa social, principalmente voltados aos ex-detentos. Trabalhar com pessoas com dependência química, casa de recuperação e ressocialização, entre outros do tipo.

Qual é a mensagem que você deixa para quem quer seguir o ramo missionário?
  – Não tem dinheiro que pague ver uma pessoa que antes não tinha nada, nenhuma esperança de vida, e depois vê-la reestruturada fisicamente e espiritualmente.

    Após a entrevista, tive uma breve conversa com Kleber onde ele citou alguns relatos de pessoas moradoras de rua que ele abordava para fazer a distribuição de sopas nas noites das quartas-feiras. Onde cada uma tinha uma história e a maioria delas segundo ele, eram pessoas que tinham família, tinham moradia, porém tiveram algum tipo de decepção muito forte, seja amorosa, familiar entre outros.

AUTORIA:
Vinícius Félix dos Santos

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