O curso de Jornalismo da UEL há décadas vem formando profissionais de comunicação que atuam em vários veículos em todo o país, e até no exterior. Muitos que entram carregam um sonho, porém muitas vezes, diante da realidade da curso, acabam se decepcionando com os rumos da aventura universitária. Mas também alguns alunos se destacam por não se acomodarem diante das dificuldades. Um bom exemplo é o pessoal que criou o grupo Jornalismo Periférico, projeto que nasceu no primeiro semestre de 2013 em uma aula de fotografia do Curso de Jornalismo.
O londrinense Diego de Morais, de 24 anos, desde a adolescência sabia que queria ser jornalista. Uma das suas principais característica é a paixão pela leitura. Não sabe ao certo qual veículo pretende trabalhar, mas tem certeza de uma coisa, é preciso começar a praticar e experimentar todas as linguagens da profissão. Seu conterrâneo, Bruno Amaral, 26, também se interessou pela profissão desde jovem. Sua vontade, desde o início, crê que com o jornalismo possibilita mudar a realidade de uma comunidade e de um país. Pensa em trabalhar como correspondente de alguma rádio ou TV no exterior, ou pretende fazer documentários pelo interior do Brasil.O último integrante vem do interior de SP, Gabriel Siqueira Lopes, 21 anos. Como seu colega Bruno, acredita que o curso possibilita maior atuação social, indagação política e atuação em diversas áreas.
Os meninos afirmam que o Jornalismo Periférico foi originado por Bruno, que tinha um projeto chamado Londrina Periférica, que abrangia o subúrbio da cidade. Além disso havia outro aspecto: ‘’Possuíamos a necessidade de fazer mais’’. A questão da limitação da Universidade poderia ser um problema, pois os impedem de fazer trabalhos externos. Mas os estudantes compraram equipamento próprio, como câmeras e microfones, e motivados por muitas ideias, tocaram o projeto pra frente. A motivação não surgiu apenas para enriquecer o curriculum e formar um portfólio, mas também para crescimento pessoal e profissional e da vontade de mostrar algumas histórias de vida.
O objetivo da página é atingir as pessoas de Londrina e região, até mesmo de São Paulo, se possível. De acordo com Diego, muitas pessoas se interessam por histórias que não se vê todos os dias em uma mídia tradicional, histórias contadas de uma maneira diferente e criativa. ‘’É como chamar o guardinha que cuida da UEL todos os dias e perguntar a sua história de vida’’.
Por mais que o projeto já tenha evoluído bastante, e que cada entrevista seja um novo aprendizado, o foco não é crescer, e sim fazer, realizar, criar. O que vier é consequência.
Os garotos do Jornalismo Periférico pensam em realizar projetos futuros voltados para a produção de documentários. Possuem em mente um roteiro sobre o dia a dia de um negro no Brasil, discutindo a questão do racismo presente na nossa sociedade. A página no Facebook já ultrapassa 1500 seguidores, trazendo alguns contatos e reconhecimento de alunos e professores. Um espaço alternativo criado por alunos inquietos,cheios de vontade, curiosidade,que acreditam se realizar na profissão.
Os garotos do Jornalismo Periférico pensam em realizar projetos futuros voltados para a produção de documentários. Possuem em mente um roteiro sobre o dia a dia de um negro no Brasil, discutindo a questão do racismo presente na nossa sociedade. A página no Facebook já ultrapassa 1500 seguidores, trazendo alguns contatos e reconhecimento de alunos e professores. Um espaço alternativo criado por alunos inquietos,cheios de vontade, curiosidade,que acreditam se realizar na profissão.
Por fim, os meninos contaram uma história tocante sobre uma senhora de Cambé. Veja o vídeo:
“A vida de todo mundo daria um livro. O público não precisa ter classe social alta, ter escolaridade, só basta contar boas histórias que nós estaremos lá para ouvi-las e publicá-las”.
Contatos:
https://www.facebook.com/jornalismoperiferico.
Instagram :@jornalismoperiférico.
Youtube: Jornalismo Periférico.
AUTORIA:
Ana Júlia Brolio
Giovana de Marchi
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